Os desafios do home office

De acordo com dados levantados pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 11% dos trabalhadores brasileiros exerceram suas atividades profissionais de forma remota em 2020.


E essa tendência não para de crescer, já que segundo ampla pesquisa realizada pela Grant Thornton Brasil, 32% dos executivos entrevistados tomaram a decisão de manter o home office nos próximos anos e 45% estão avaliando essa possibilidade.


Aqui no Aprovador, enxergamos uma grande oportunidade neste formato: a possibilidade de contratar talentos de todo o Brasil e de conseguirmos manter nossos colaboradores em segurança diante de uma pandemia de um vírus com alta taxa de transmissão, que ainda não está totalmente controlada.


Apesar disso, manter um negócio em home office também traz diversos desafios, como a falta de contato social e, no geral, uma dificuldade maior de comunicação entre toda a equipe.


Para melhor apontar algumas dessas dificuldades, exploramos abaixo as visões do Rodolfo Gonçalves, CTO do Aprovador, do Jhonatan Silva, líder do nosso time comercial e do Bruno Samaniego, um dos nossos novos colaboradores.




A visão de um novo colaborador


Para Bruno Samaniego, que foi contratado em setembro como SDR (Sales Development Representative) para integrar nosso time comercial, o ponto chave no trabalho remoto é a organização. Segundo ele, "é preciso se organizar muito bem, ter muita disciplina, e ser persistente e resiliente, para não deixar que distrações atrapalhem o seu foco e desempenho no dia a dia".


Além disso, ressalta que ao trabalhar de casa, é necessário ser uma pessoa equilibrada, para não passar o dia inteiro na frente do computador e esquecer que também é preciso descansar e ter tempo para se concentrar na vida pessoal.


Por outro lado, Bruno considera que mesmo sendo um desafio, se adaptou com muita facilidade a esse novo formato e vê diversas vantagens, como não precisar se deslocar e poder se alimentar de forma mais saudável e caseira.


As adaptações necessárias para estruturar um novo time e manter as pessoas motivadas


Para estruturar um time comercial na empresa no meio de uma pandemia, Jhonatan Silva teve que fazer várias adaptações e criar estratégias para manter a motivação em todos, mesmo sem encontros presenciais.


Para ele, foram necessários três principais pontos de atenção: o Ramp-up de cada membro do time, a motivação geral e a formação de uma cultura empresarial.


Ramp-up de Vendas é um termo que define a evolução de um vendedor desde o primeiro momento em que ele entra em uma nova empresa e começa a entender o seu papel nela, até o ponto no qual realmente passa a atingir suas metas e trazer resultados financeiramente.


De acordo com Jhonatan, esse tempo é maior no trabalho remoto em relação ao trabalho físico. Por isso, considera ser de grande importância ter muito foco no treinamento e formação de novos colaboradores. Em um contexto presencial, a equipe tem momentos de interação que os auxiliam a absorver os conteúdos expostos. Já no online, as pessoas estão em casa e ao final de um treinamento, podem desligar o computador ou mudar de foco e não aprender tão rapidamente o que foi apresentado.


Em relação à motivação, o que Jhonatan aponta é a dificuldade de mantê-la satisfatória em um cenário onde os colaboradores continuam em suas residências e não têm a possibilidade de mudar o ambiente, separando a vida pessoal da vida profissional. Com isso, problemas pessoais podem afetar ainda mais o trabalho e são necessárias estratégias de muita conversa com toda a equipe, além de prover a seus membros tudo o que for possível para que tenham um ambiente adequado para boa performance.


Por último, quando fala sobre formação de uma cultura empresarial, o líder do time comercial do Aprovador considera como uma estratégia essencial para manter os profissionais engajados, fazer com que conheçam e perpetuem a cultura do negócio. Porém, esse processo é mais demorado à distância física. Portanto, é preciso estar mais atento com as pessoas, identificar detalhes, ser muito criativo e ter muita empatia para gerenciar cada indivíduo e cativá-los a um objetivo comum.


Jhonatan Silva ainda dá algumas dicas sobre o home office: "Nem todo mundo se adapta a este formato de trabalho e está tudo bem! Mas um bom líder deve ser capaz de identificar quando esse é o caso, além de ter uma agenda com horários definidos para suprir as carências dos membros da sua equipe e influenciar interações entre eles".